Ele a chamava
de chata, de feia, de boba, ou de qualquer coisa que pudesse te ofender. Ele
implicava com os seus gostos, ele dizia que a sua banda preferida era ruim.
Sempre reclamava das suas roupas, sempre dizia que ela era insuportável.
Até que um
dia, ele percebeu que não poderia deixar essa insuportável ir embora.
Eles passaram a conversar mais. Foram horas,
horas e horas passadas juntos. Ele a xingava, ela o chamava de
"viado". Batiam-se, e mantinham uma determinada guerra entre si.
Logo com o
tempo, ele tornou o seu melhor amigo. Ele tinha mania de ligar todas as noites
e ela adorava isso, pois eles sempre riam por horas contando suas histórias.
Ela o chamava de manolo, e não conseguia se imaginar em momentos felizes sem a
sua presença. Ele tornou-se uma parte do seu pensamento, ou até melhor, se
tornou dono dele. Ela dizia que gostaria de viver uma história esperando que
ele se se torna-se parte dessa história. Ela o queria. Ele a queria. Eles se
queriam, mais do que deveriam, mais do que podiam.
Eles ouviam as mesmas músicas, e ele a
encantava quando olhava pra ela e cantava: "Deixe-me apenas te falar,
é impossível não te amar." Ele gostava do pagode, ela preferia
ouvir rock. Nada poderia ser feito para que o amor diminuísse. Ela acabou
percebendo que todas as noites de insônia passadas porque estava pensando em
nele, em todas as vezes que ele disse que não sabia se eram apenas amigos, em
todas as vezes que disse que a amava… Bom, ela descobriu que nada disso foi em
vão. E que a partir dali, daria de tudo para poder passar o resto de sua vida
chamando-lhe de teu e que gostaria de passar as noites frias acolhida em
seus braços.
Vendo o tempo passar, vendo que o amor não diminuía nem um pouco.
Percebeu que alguma coisa estava sendo verdadeiras até agora e que quando se
imaginasse em um futuro, com certeza seria ao lado dele e que mesmo se não
fosse, mesmo que ele fosse embora pra Bósnia, mesmo que a vida decidi-se os
separar ela se lembraria dele eternamente.

Nenhum comentário:
Postar um comentário